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sábado, 18 de julho de 2020

LIDERANÇA EXIGE AUTOCONTROLE. EIS O QUE SABEMOS

Imagem: Ubuntu
Filósofos e psicólogos têm discutido a importância do autocontrole há anos. Platão, por exemplo, afirma que a experiência humana é uma batalha constante entre o desejo e a racionalidade, e que o autocontrole é necessário para alcançar nossa forma ideal. Igualmente, Freud sugere que o autocontrole é a essência da vida civilizada.
O estudo científico do autocontrole começou há aproximadamente 25 anos nas áreas de criminologia e psicologia. Desde então, centenas de estudos mostraram os efeitos positivos da autodisciplina. Por exemplo, pessoas com altos níveis de autocontrole adotam alimentação saudável, têm menor probabilidade de usar drogas, têm melhor desempenho na escola e fazem boas amizades. No trabalho, líderes com altos níveis de autocontrole apresentam estilos de liderança mais eficazes – é mais provável que eles inspirem e desafiem intelectualmente seus seguidores, em vez de serem autoritários e controladores. Mas o que acontece quando as pessoas não têm autocontrole no trabalho?
Fizemos uma análise detalhada dos resultados de pesquisas sobre autocontrole dos funcionários em um artigo que será publicado no Academy of Management Annals. Com a análise de mais de 120 artigos sobre gestão, descobrimos que há três principais razões pelas quais as pessoas às vezes perdem o autocontrole: 1) autocontrole é um recurso cognitivo finito; 2) diferentes tipos de autocontrole necessitam dos mesmos recursos; e 3) exercer autocontrole pode afetar negativamente o autocontrole futuro se não for renovado. Considere o autocontrole comparável à capacidade física: Nossa capacidade física é limitada, várias atividades (ex. futebol, basquete, caminhar, etc.) a esgotam, e o esforço contínuo pode afetá-la de forma negativa se não for reposta.
Por exemplo, nossa pesquisa mostrou que funcionários do setor de serviços em cargos de liderança que são obrigados a sorrir em interações com clientes (assim exercitando o autocontrole para suprimir seus sentimentos reais) têm, no futuro, menor capacidade de controlar as interações com funcionários — eles mentem e são mais grosseiros.
Nossa análise identificou algumas consequências que com frequência são relacionadas ao baixo autocontrole no trabalho:
1. Maior incidência de comportamento antiético/fora dos padrões: Estudos mostram que quando os recursos de autocontrole são baixos, os enfermeiros têm maior probabilidade de ser grosseiros com os pacientes, os contadores têm maior probabilidade de cometer fraude, e funcionários em geral se comportam de forma antiética, como mentir para supervisores, roubar material de escritório, e assim por diante.
2. Redução do comportamento social: O esgotamento do autocontrole torna menos provável que funcionários avisem se virem problemas no trabalho, que ajudem seus colegas, e que participem de voluntariado corporativo.
3. Queda do desempenho: Baixo autocontrole pode fazer com que funcionários dediquem menos tempo para tarefas difíceis, que se esforcem menos no trabalho, que fiquem mais distraídos (ex. navegar na internet no horário de trabalho), e em geral terem um desempenho pior do que se tivessem um nível normal de autocontrole.
4. Estilos de liderança negativos: Talvez o mais preocupante seja que líderes com baixo autocontrole costumam apresentar tipos de liderança improdutivos. Eles têm maior probabilidade de insultar verbalmente seus seguidores (em vez de usar formas positivas para motivá-los), têm maior probabilidade de criar relações fracas com seus seguidores e são menos carismáticos. Acadêmicos calculam que o custo para empresas dos Estados Unidos por esse comportamento negativo e ofensivo é de US$ 23.8 bilhões por ano.
Nossa análise evidencia que ajudar funcionários a manter autocontrole é uma tarefa importante se as empresas quiserem ser mais eficazes e éticas. Felizmente, identificamos três fatores-chave que podem ajudar líderes a promover autocontrole entre os funcionários e a atenuar os efeitos negativos da perda de autocontrole.
Primeiro, o sono aparenta ter um incrível efeito revigorante no autocontrole. Um estudo apontou que líderes que dormem bem à noite (considerando-se um mínimo de interrupções durante o sono) têm maior probabilidade de exercer seu autocontrole e abster-se de supervisão abusiva, como gritar e xingar subordinados de baixo desempenho, em comparação a seus pares que não dormem bem. Empresas atuais, com frequência, exigem que seus funcionários trabalhem após o horário com o intuito de aumentar a produtividade. Porém, isso pode ser improdutivo e gerar comportamento negativo devido à falta de autocontrole dos funcionários. Em vez disso, as empresas devem ter consciência do impacto de muitas horas de trabalho no comportamento e bem-estar dos funcionários. A Google, por exemplo, instalou ‘cápsulas do sono’ nos escritórios, para que os funcionários possam dormir e repor as energias.
Segundo, “servir com um sorriso no rosto” nem sempre compensa. Empresas de serviços geralmente obrigam seus funcionários a sorrir na presença de clientes. Embora isso possa agradar aos clientes no curto prazo, pode causar problemas para a empresa. Abandonar essa prática talvez não seja uma opção viável, mas as empresas devem considerar ensinar seus funcionários a usarem de forma positiva as emoções. Por exemplo, outro estudo mostrou que os médicos que praticam adoção de perspectiva e têm real empatia em relação a seus pacientes, não tiveram redução do autocontrole e os comportamentos negativos associados, como síndrome de burnout, enquanto médicos que são obrigados a fingir comportamentos empáticos em relação aos pacientes, com o tempo registraram maiores casos de síndrome de burnout e menor satisfação com o trabalho. Funcionários do setor de serviços também podem se beneficiar da adoção de perspectiva em vez de fingir certas emoções.
Terceiro, criar o ambiente apropriado pode ajudar a prevenir alguns dos comportamentos negativos associados ao baixo autocontrole. Por exemplo, encontramos uma pesquisa que mostra que funcionários com baixo autocontrole não têm maior probabilidade de ter comportamento fora do padrão quando as empresas promovem cultura ética – disponibilizar o código de conduta da empresa de forma visível faz com que os funcionários se sintam menos tentados a se comportar de forma antiética. 
Esse tipo de intervenção tende a ser muito eficaz em curto prazo.
Por fim, as principais formas de evitar a perda do autocontrole são 1) permitir-se descansar e renovar o autocontrole, 2) rever as políticas organizacionais existentes que possam inadvertidamente diminuir o autocontrole dos funcionários, e 3) criar uma cultura que impeça comportamentos negativos em ocasiões de baixo autocontrole.
Autores: Kai Chi (Sam) Yam - Professor Assistente de Gestão e Organização da National University of Singapore; Huiwen Lian - Professor Associado de Gestão na Hong Kong University of Science and Technology/University of Kentucky; D. Lance Ferris - Professor Associado de Gestão na Michigan State University; Douglas Brown - Professor de Psicologia Industrial e Organizacional na University of Waterloo.

quinta-feira, 25 de junho de 2020

COMO APLICAR A INTELIGÊNCIA EMOCIONAL À SUA LIDERANÇA

Imagem: administradores.com
Se você quer um relacionamento comercial forte, precisa começar a pensar emocionalmente. Aqui está como começar.
Quando se trata de construir relacionamentos fortes, com grande duração, com clientes e membros da equipe, é hora de começar a pensar como CEOs, mas sob uma definição diferente: direções emocionais.
Nós, líderes empresariais, geralmente somos treinados para focar em dados, números e "habilidades duras". Como líderes, devemos igualmente engajar nossos outros conjuntos de habilidades, para nos concentrarmos nas habilidades de sensibilidade emocional e empatia . São essas "habilidades sociais" que são cruciais para o cultivo da segurança psicológica - a sensação de confiança e bem-estar que ajuda as equipes a prosperar.
Essas habilidades não podem ser executadas no piloto automático. Elas exigem autoconsciência e intencionalidade.
Desenvolvi um modelo que pode ajudar os líderes a desenvolver essas habilidades: o Modelo AAA de Agilidade Cultural. O modelo consiste em três etapas: perceber, adquirir e adaptar.
• Perceba - Reflita sobre seu próprio estado de espírito, preconceitos e suposições.
• Adquir - Pergunte-se - Explore e se envolva com outras pessoas. As informações coletadas devem ajudá-lo a entender de onde os outros vêm.
• Adapte-se - Supere a diferença, adaptando novos comportamentos e mentalidades.
Aqui estão duas situações que pediam sensibilidade emocional e como o modelo AAA ajudou esses líderes a alcançá-lo.
Um comentário surpreendente
Recentemente, trabalhei com uma equipe executiva de pessoas de seis países diferentes, incluindo uma nova integrante, Amy. Quando a equipe
se reuniu para jantar, Amy, que é asiática, comentou a aparência de Bob, que é americano. "Você está ganhando peso", observou ela, acrescentando depois: "Você é velho".
Bob respondeu com humor, perguntando: "Você está me chamando de velho e gordo?" Mas o resto da equipe ficou desconfortável.
Quando comecei a treinar a equipe em uma variedade de questões interculturais, esse evento surgiu. Juntos, aplicamos o modelo AAA.
Primeiro, quais são as premissas em jogo? Na cultura ocidental, é considerado desrespeitoso, rude e ofensivo comentar sobre a idade ou aparência de alguém.
Segundo, que informações podem ser adquiridas para nos ajudar a entender a situação mais profundamente? Na época, ninguém perguntou a Amy por que ela fez esses comentários. Eles assumiram que ela era rude e insensível, mas não procuraram entender seu quadro de referência.
Ela explicou: "Na cultura asiática, respeitamos a antiguidade.
Acreditamos que quando você envelhece, é mais sábio. Quando elogiamos alguém mais velho, é um sinal de respeito e admiração. Foi por isso que disse que ele é velho - porque ele é um líder sábio. "
Com relação ao comentário sobre peso, ela disse: "Quando dizemos que alguém está ganhando peso, queremos dizer que ela parece saudável. É uma maneira de dizer: 'Notei que você está comendo bem e dormindo bem. Eu me importo com você e estou prestando atenção.'" A equipe agora entendia que ela vinha de um lugar de positividade e boas intenções.
Finalmente, a equipe se adaptou. Os membros ocidentais ficaram mais conscientes das diferenças culturais em sua equipe e não mais se apressaram em fazer suposições. Amy, ciente da possibilidade de diferentes interpretações culturais, percebeu que precisava adaptar seu comportamento em ambientes globais.
Ao realizar esse exercício, a equipe aumentou a conscientização, adquiriu novos conhecimentos e rapidamente adaptou seus comportamentos, resultando em menos mal-entendidos - e muitas boas risadas.
Uma interrupção acidental
Neste exemplo, adaptei o modelo AAA para entender e reparar um mal-entendido.
Enquanto liderava um seminário para uma empresa multinacional, fiz uma pergunta ao grupo e chamei um gerente, que era coreano, para responder. Ele falou por um minuto ou dois. Quando ele parou por alguns segundos, presumi que ele havia terminado e passei para a próxima pessoa.
Eu estava errado. Durante o intervalo, outro participante se aproximou de mim e me disse que o gerente estava furioso por eu tê-lo cortado. Ele estava com tanta raiva que estava saindo do seminário.
Eu usei o modelo AAA para resolver a situação.
Primeiro, questionei minha consciência. Depois de anos vivendo e trabalhando nos EUA, eu estava acostumado a pessoas falando rapidamente, com poucas pausas. Minha suposição era que o gerente havia terminado de falar, mas essa suposição estava errada. Eu simplesmente tinha muito pouca consciência.
O outro participante me ajudou a adquirir informações sobre a perspectiva do gerente, mas fui diretamente a ele para obter mais. Seu rosto ficou vermelho, ele me disse que minha interrupção insensível foi um gesto de desrespeito que o levou a perder a calma.
Eu disse a ele que entendi por que ele se sentia assim e que me arrependi profundamente de ofendê-lo. Prometi nunca repetir meu erro e pedi que ele ficasse e continuasse contribuindo para o seminário. Ele concordou.
Adaptei meu comportamento, esperando pacientemente pelas pausas dele - e de outras pessoas - nas conversas. Ele se mostrou um colaborador entusiasmado pelo resto da conferência e, no final, deu ao evento uma excelente avaliação.
Todos nós podemos ser Diretores Emocionais. É preciso apenas intenção e prática diárias. Lembre-se de "AAA" - perceba, adquira, adapte-se - e o título pode ser seu.

Fonte: Inc.com - Por Maya Hu-Chan, especialista em Liderança e Coach Executivo.

sexta-feira, 12 de junho de 2020

O DISCURSO DO MAJOR G. A. BACH

Muitas vezes nos encontramos diante de situações que nos exigem a demonstração de sermos verdadeiros líderes, já que estamos investidos em alguma posição de chefia, ou de comando. Mas, com certa frequência, temos algumas dificuldades para nos encontrarmos, ou de exercermos a liderança em sua plenitude. COMO superar tais situações? 
Dias, ou semanas atrás, estava eu absorto em minha leitura do livro "A Lei do Triunfo", do renomado Napoleon Hill, quando me deparei com um trecho que me chamou atenção, relacionado com o que acima citei: liderança. 
Trata-se do relato do discurso do Major G. A. Bach, um experiente e calmo oficial, instrutor do Segundo Campo de Treinamento, em Fort Sheridan, durante a Segunda Guerra Mundial. O Major apresentou aos cadetes sua análise contendo uma das mais belas lições que já se deu algum dia, sobre o tema.
No trecho do livro, dizia o autor que "o discurso do Major Bach é tão judicioso, é tão evidente o proveito que terá para todos os que aspiram a uma posição de liderança, no seu campo de ação, seja um negociante, um chefe de seção, uma datilógrafa, um empregado de balcão, ou o presidente de qualquer indústria, que resolvi incluí-lo como parte deste curso. Espero assim que, por intermédio desses livros, essa notável dissertação sobre a liderança cairá nas mãos de todo empregador ou empregado, bem como de todos aqueles que têm ambição e desejam adquirir ascendência em qualquer campo de es forços. Os princípios sobre os quais é baseado o discurso do Major Bach se aplicam à liderança, no comércio, indústria e finanças, com a mesma eficiência de que deram prova nos assuntos militares."
O Major Bach disse o seguinte:
“Dentro de algum tempo, cada um de vós dirigirá a vida de um certo número de homens. Terá sob a sua responsabilidade cidadãos leais, porém sem treinamento, os quais esperarão de vós instrução e comando. A vossa palavra será lei para eles. Todas as vossas observações serão lembradas, e as vossas maneiras imitadas, desde a roupa até a maneira de comandar.
Quando vos reunirdes à vossa unidade, encontrareis um corpo de homens de boa vontade que não exigirão de vós senão qualidades que lhes inspirem respeito, lealdade e obediência.
Estão inteiramente prontos e ansiosos para seguir-vos, enquanto puderdes convencê-los de que possuís essas qualidades. Quando se convencerem de que as não possuís, podeis estar certos de que a vossa utilidade chegou a um fim.
No que se refere à sociedade, o mundo pode ser dividido em líderes e sequazes (pessoa que segue ou acompanha assiduamente). Todas as profissões, bem como o mundo financeiro, têm os seus líderes. Em todas essas lideranças, é difícil, se não impossível, separar do elemento de puro desinteresse o elemento egoísta de ganhos ou vantagens pessoais, e senão se fizer essa separação, qualquer espécie de liderança perde o seu valor.
É apenas no serviço militar, onde os homens consentem livremente em sacrificar a vida por uma fé, onde os homens consentem sofrer e morrer para corrigir ou evitar um mal, que podemos compreender o sentido de liderança, na sua acepção mais elevada e desinteressada. Assim, quando falo em liderança, quero dizer liderança militar.
Dentro de poucos dias, muitos de vós serão comissionados como oficiais. Mas essas comissões não vos farão líderes. Passareis a ser simplesmente oficiais, mas ficareis em condições de vos tornardes líderes, se possuirdes os atributos necessários para isso. Mas precisareis comportar-vos bem, não somente em relação aos vossos superiores como também aos que estão abaixo de vós.
Os soldados devem seguir e seguirão, nas batalhas, os simples oficiais, mas a força que os impele não é o entusiasmo, e sim a disciplina. Esses soldados obedecerão à risca as ordens do oficial em comando; porém nada sabem sobre dedicação ao comandante, ou sobre o espírito de sacrifício e de entusiasmo que zomba do perigo e da segurança pessoal. Caminham porque são impelidos pela razão e pelo treinamento que receberam.
Os grandes feitos militares não são conseguidos por soldados passivos e indiferentes. 
Eles não vão muito longe, e param, logo que encontram uma oportunidade. A liderança não somente exige, como também recebe obediência, lealdade voluntária, sem hesitação ou desfalecimento.
Vós vos perguntareis: - Mas em que consiste então a liderança? Que devo fazer para tornar-me um líder? Quais são os atributos da liderança, e como cultivá-los?
A liderança é um composto de várias qualidades. As qualidades mais importantes que compõem a liderança são: a confiança em si mesmo, a ascendência moral, o espírito de sacrifício, o sentimento de paternidade, o sentimento de justiça, a iniciativa, a decisão, a dignidade e a coragem.
A confiança em si mesmo resulta, primeiro, do conhecimento exato; em seguida, da capacidade para ministrar aos outros esses conhecimentos; finalmente, do sentimento de superioridade sobre os outros, que se segue, naturalmente. Tudo isso dá firmeza a um oficial. Para conduzir, é preciso saber. Podeis algumas vezes enganar os vossos soldados, mas não podereis fazer isso sempre. Os soldados não têm confiança num oficial que não conheça inteiramente a sua profissão; ele precisa pois conhecê-lo a fundo.
Assim, se dá mostras de não conhecer o seu ofício, torna-se uma pessoa vulgar para o soldado, que diz consigo mesmo: - Ora, ele sabe tanto quanto eu - e por conseguinte, passa por cima das ordens recebidas.
Nada há que substitua o conhecimento exato.
Deveis pois adquirir tanto conhecimento quanto possível, a fim de que estejais sempre prontos para responder as perguntas dos vossos soldados e até mesmo dos vossos colegas oficiais.
Um oficial precisa não somente saber, como também expressar o que sabe numa linguagem interessante e segura. Deve aprender a permanecer firme e falar desembaraçadamente. 
Contaram-me que nos campos de treinamento da Inglaterra, os oficiais estudantes têm o dever de fazer palestras de dez minutos sobre qualquer assunto que escolham. É essa uma excelente prática. Para falar claramente, é preciso pensar com clareza, e o pensamento claro e lógico expressa-se em ordens definidas, positivas.
A confiança em si mesmo é o resultado dos conhecimentos mais vastos do oficial, e a ascendência moral sobre o soldado é baseada na crença de que é ele o homem que serve. Para conquistar e manter essa ascendência, deveis ter autocontrole, vitalidade física, resistência e força moral. Deveis ter tanto autodomínio que, mesmo que numa batalha estejais apavorados, jamais mostrareis o menor indício de medo. Porque, basta um movimento apressado, um tremor das mãos, uma mudança de expressão ou uma ordem apressada, logo retirada, para indicar a vossa condição mental, e isso refletirá em alto grau sobre os vossos homens.
Numa guarnição ou campo, surgirão muitas ocasiões para pôr à prova a vossa têmpera e destruir a brandura da vossa disposição. Neste caso, deveis afastar-vos porque, sob o domínio da cólera, os homens às vezes fazem coisas de que invariavelmente se arrependem depois.
Um oficial nunca deve desculpar-se perante os seus homens; também, um oficial nunca se deve tornar culpado de atos pelos quais o seu senso de justiça lhe diga que deve pedir desculpas.
Outro elemento para a conquista da ascendência moral é, uma vitalidade e resistência física suficientes para suportar as provações às quais vós e os vossos homens estais sujeitos, e um espírito indomável, que não somente vos torne aptos para aceitá-las com alegria, como também para não lhes dar grande importância.
Subestimando as dificuldades, fazendo pouco caso das provações, ajudareis a vossa vitalidade a construir, dentro da vossa organização, um espírito cujo valor, nos tempos de provações, será inestimável.
A força moral é o terceiro elemento para conquistar a ascendência moral. Para exercer a força moral, precisareis ter uma vida limpa; é preciso ter uma mentalidade bastante forte para ver o que está direito, e querer o que está direito.
Sede um exemplo para os vossos homens.
Um oficial pode ser uma força benéfica ou uma força malévola. Não façais prédicas aos vossos homens, o que seria pior do que inútil. Vivei nós mesmos o gênero de vida que desejais vê-los levar e ficareis surpreendidos do grande número que seguirá o vosso exemplo.
Um comandante leviano, blasfemo e vulgar, descuidado da sua aparência pessoal refletirá, no seu regimento, esses mesmos defeitos. Lembrai-vos do que vos digo: o vosso regimento será um reflexo de vós mesmos.
O espírito de sacrifício é essencial para a liderança. Tereis de sacrificar-vos todo o tempo. Tereis de dar muito de vós, fisicamente, durante longas horas; o mais árduo trabalho e a maior responsabilidade são a partilha do comandante. É ele o primeiro a levantar-se pela manhã e o último a ir para a cama, à noite. Trabalha enquanto os outros dormem.
Tereis de mostrar simpatia e compreensão pelas dificuldades dos homens sob as vossas ordens. Um deles teve a infelicidade de perder a mãe, outro perdeu tudo o que tinha, numa falência de banco? Talvez precisem de auxílio, porém mais do que tudo, desejam simpatia. Não cometais o erro de afastar esses homens, dizendo que tendes também as vossas dificuldades, porque, de cada vez que fizerdes, arrancareis uma pedra do alicerce da vossa casa.
Os vossos soldados são os alicerces e o vosso edifício de liderança se desmoronará ante os vossos olhos, se não repousar seguramente sobre alicerces. Finalmente, dareis aos vossos homens os vossos parcos recursos financeiros. Gastareis frequentemente do vosso bolso para conservar a saúde e o bem-estar dos vossos homens e assisti-los nas suas dificuldades. Geralmente, o vosso dinheiro será restituído, mas, freqüentemente, havereis de perdê-lo.
Mesmo assim, porém, vale a pena perdê-lo. Quando digo que o sentimento paternal é essencial para a liderança, emprego o termo no melhor sentido. Não me refiro agora a essa forma de sentimento paterno que tira aos homens a iniciativa, a autoconfiança, e o auto-respeito. Refiro-me ao paternalismo que se manifesta num cuidado atento pelo conforto e bem-estar dos que estão a vosso cargo.
Os soldados se parecem com as crianças. Deveis prover a que tenham abrigo, alimento e roupas, e da melhor maneira que puderdes. Deveis prover a que tenham alimento e cama, antes mesmo de pensardes nas vossas próprias necessidades. 
Deveis ser muito mais solícitos pelo seu conforto do que pelo vosso. Deveis cuidar da sua saúde, e conservar a sua força, não exigindo deles fadigas desnecessárias ou trabalho inútil.
Fazendo isso, estais insuflando vida no que, de outra maneira, seria uma simples máquina. Estais criando, na vossa organização, uma alma que vos responderá como se fosse um único homem. E isso é espírito.
E quando a vossa organização tiver tal espírito, podereis despertar uma manhã e descobrir o reverso da medalha. Por sua vez, os vossos soldados passarão a cuidar de vós, sem que seja necessária a menor sugestão da vossa parte; vereis que a vossa tenda é erguida sem demora, que a melhor cama é trazida para ela, que de qualquer fonte misteriosa apareceram dois ovos para a vossa ceia, quando ninguém mais os tem, que os vossos cavalos são tratados com um cuidado especial, que tereis adivinhados os vossos desejos, que cada homem está no seu posto. E, finalmente, vencestes.
O oficial não pode tratar a todos os homens da mesma maneira. Um castigo que um soldado receberia com um simples encolher de ombros é uma angústia mortal para outro. Um comandante de companhia, que por uma determinada ofensa tem um castigo ‘padrão’ que se aplica a todos, ou é muito indolente ou muito estúpido para estudar a personalidade dos seus homens. Neste caso, a sua justiça é certamente cega.
Estudai os vossos homens com o mesmo cuidado com que um cirurgião estuda um caso difícil. E quando es tiverdes certos do diagnóstico, então aplicai o remédio. E lembrai-vos de que aplicais o remédio para efetuar uma cura, e não apenas para fazer sofrer. Será talvez necessário cortar profundamente, mas quando estiverdes seguros quanto ao diagnóstico, não vos afasteis do vosso propósito, por qualquer simpatia mal￾entendida pelo paciente.
Lado a lado com a justiça no castigo, deve andar também a justiça no elogio. Assim, quando um dos vossos homens tiver realizado um trabalho digno de crédito, o oficial deve providenciar para que ele receba a justa recompensa. Nunca deve tentar arrebatar-lhe o feito e ganhar os elogios para si. Poderá fazer isso, mas neste caso, já não terá a lealdade e o respeito dos seus homens.
Cedo ou tarde, os seus irmãos de armas, os oficiais, virão a saber do fato e o evitarão como a um leproso. Na guerra há glória bastante para todos. Dai aos vossos homens o que eles merecerem. Aquele que toma sempre e nunca dá, não é um líder, e sim um parasita.
Há ainda outra espécie de justiça: a que impede um oficial de abusar dos privilégios do seu posto. Quando exigirdes respeito dos vossos soldados, deveis ter consciência de que os tratais com igual respeito. Construí a coragem e o respeito próprio dos vossos homens. Nunca tenteis rebaixá-los.
Um oficial que se mostra insolente e insulta os seus soldados comporta-se como um covarde. Amarra um homem a uma árvore com as cordas da disciplina e bate- lhe no rosto, pois sabe que ele não pode reagir.
A consideração, a cortesia e o respeito mostrados pelos oficiais em relação aos soldados não é de modo algum incompatível com a disciplina. Fazem parte da disciplina. Sem iniciativa e decisão, nenhum homem deve esperar ser um condutor de homens.
Nas manobras, vereis freqüentemente, quando surge uma emergência, certos homens darem calmamente ordens apressadas que mais tarde, a uma análise, se mostram não ser exatamente o que se deveria ter feito, andam muito perto disso. Vereis que outros, 
numa emergência, ficam desorientados; o seu cérebro recusa trabalhar: dão uma ordem apressada; retiram-na; dão logo outra, que retiram também; em suma, mostram todos os indícios de desorientação.
Olhando para um homem, podeis dizer: - Esse homem é um gênio. Não teve tempo para pensar nisto. Age por intuição. Nada disso. O gênio é apenas a capacidade de se aplicar sem esmorecimento num trabalho. O homem que está pronto é o homem que se preparou. Estudou de antemão as possíveis situações que podem surgir. Fez planos aproximados para fazer face a tais situações. E quando aparece uma emergência, está pronto para ir ao encontro dela. Deve ter apreensão mental suficiente para apreciar o problema que enfrenta e o poder de rápido raciocínio para determinar quais as mudanças necessárias para o plano já formulado. Deve ter também decisão para ordenar a sua execução, e manter essas ordens.
Qualquer ordem razoável, numa emergência, é melhor do que nenhuma ordem. A emergência surgiu. É preciso enfrentá-la. É melhor fazer alguma coisa, mesmo que seja errada, do que procurar em torno, procurando a solução acertada e acabar por nada fazer. E uma vez tomada a decisão, apegar-se a ela. Não vacilar. Os homens não têm confiança num oficial que não sabe como decidir.
Uma vez ou outra, podereis ser chamados a enfrentar uma situação que nenhuma criatura humana podia prever: o treinamento mental que tiverdes adquirido vos tornará aptos para agir com prontidão e calma.
Deveis agir freqüentemente sem esperar ordem das autoridades mais elevadas. O tempo não permitirá às vezes esperar por elas. É aqui que sobrevêm a importância que há em estudar o trabalho dos oficiais vossos superiores. Se tendes compreensão da situação e podeis formar uma idéia do plano geral dos vossos superiores, essa capacidade, junto com o treinamento anterior, em casos de emergência, vos tornará aptos para dar as ordens necessárias, sem demora.
O elemento de dignidade pessoal é importante na liderança militar. Sede amigos dos vossos homens, mas não vos torneis íntimos com eles. Vossos homens devem respeitar-vos, e não temer-vos. Se os homens pretenderem ter muita familiaridade convosco a culpa é vossa e não deles. São as vossas ações que os encorajam a isso. 
E, acima de tudo, não vos rebaixeis pedindo a sua amizade ou os seus favores. Eles vos desprezarão, se assim fizerdes. Se sois dignos da sua lealdade, respeito e devoção, decerto tereis tudo isso, sem precisar pedir. E se não sois, nada vos conquistará isso.
É extremamente difícil para um oficial mostrar dignidade quando está com um uniforme sujo, manchado, e uma barba de três dias.
Podem surgir ocasiões em que, inevitavelmente, o vosso uniforme estará sujo e a vossa barba por fazer; mas então, todos os vossos homens terão esse aspecto, que em tais ocasiões é perfeitamente justificado. De fato, seria um erro que o oficial se mostrasse então asseado: os soldados pensariam que ele não cumpria o seu dever.
Porém, logo que tenha passado essa ocasião, dai o exemplo de asseio pessoal.
Agora mencionarei a coragem. A coragem moral é tão necessária como a coragem mental - essa espécie de coragem moral que nos torna aptos para manter sem hesitação uma determinada espécie de ação que o nosso raciocínio indicou como a mais adequada, para assegurar os resultados desejados.
Verificareis muitas vezes, especialmente na ação, que depois de ter dado as vossas ordens para que seja feita uma determinada coisa, vos sentireis assaltados de dúvidas; encontrareis, ou pensareis encontrar outros meios melhores para alcançar o objetivo procurado. Sereis fortemente tentados a substituir por outras as ordens dadas. Mas não deveis fazer tal, enquanto não se tiver tornado manifestamente claro que as primeiras ordens eram de todo erradas, porque se o fizerdes, vos sentireis novamente assaltado de dúvidas quanto à eficiência das vossas segundas ordens.
De cada vez que mudardes de decisão sem uma razão evidente, enfraqueceis a vossa autoridade e prejudicais a confiança dos vossos homens. Tende a coragem moral de manter as ordens dadas e fazer com que sejam efetuadas.
A coragem moral exige ainda que assumais a responsabilidade dos vossos próprios atos. Se os vossos subordinados cumprirem fielmente as vossas ordens e se o movimento que dirigistes resultar num fracasso, o fracasso é vosso, e não deles. Se a medida tivesse sido bem sucedida, a honra vos pertenceria. Aceitai pois a censura, em caso de resultado desastroso. Não procureis lançar a culpa a um subordinado, e fazer dele o bode expiatório, pois isso seria covardia. Além disso, precisareis de coragem moral para determinar a sorte dos que estão sob a vossa direção. Freqüentemente recebereis pedidos de recomendação para promoções ou rebaixamentos de oficiais comissionados ou não comissionados, sob o vosso comando imediato.
Tende sempre presente no espírito a idéia da vossa integridade pessoal e a do vosso dever para com o vosso país. Não vos deixeis afastar de um estrito senso de justiça, por sentimentos de amizade pessoal. Se o vosso segundo-tenente for o vosso próprio irmão e o julgardes incapaz de manter esse posto, afastai-o. Se não o fizerdes, da vossa falta de coragem pode resultar a perda de vidas valiosas.
Se, por outro lado, for solicitada de vós uma informação acerca de um homem de quem não gostais, não deixeis de lhe fazer justiça, influenciado por qualquer motivo de aversão pessoal. Lembrai-vos de que o vosso objetivo é o bem geral, e não a satisfação de caprichos pessoais.
Estou certo de que possuís a coragem física. Não preciso dizer-vos quão necessária é ela. A coragem é mais do que bravura. A bravura é a intrepidez - a ausência do medo. 
Uma pessoa estúpida pode ser valente, porque não tem mentalidade capaz de calcular o perigo; não tem conhecimento bastante para ter medo.
A coragem é portanto essa firmeza de espírito, essa espinha dorsal que, conquanto compreenda o perigo envolvido, prossegue com o seu empreendimento. A bravura é física; a coragem é mental e moral. Podeis sentir o corpo gelado, as mãos trêmulas, os joelhos vergando - sentir medo, em suma. Mas, se prosseguis mesmo assim, se a despeito da fraqueza física continuais a conduzir os vossos homens contra o inimigo, é que tendes coragem. As manifestações físicas do medo desaparecerão. Podeis não experimentá-las mais de uma vez. Essa fraqueza é como o tremor que assalta o caçador, a primeira vez que atira num gamo. Não deveis pois ceder a ela.
Há alguns anos, durante um curso sobre demolições, a classe a que eu pertencia manipulava dinamite. O instrutor disse então o seguinte: ‘Devo preveni-los de que é perigoso o uso desses explosivos, e devem ser cautelosos. Mas um homem só pode sofrer um acidente.’ Assim, eu vos previno agora. Se cederdes ao medo que indubitavelmente vos assaltará na primeira ação, se deixardes os vossos homens avançar, enquanto procurais um abrigo, numa cratera do solo, nunca mais tereis oportunidade para dirigir esses homens.
Deveis ser muito sensatos, ao chamar os vossos homens para atos de coragem física ou de bravura. Nunca deveis pedir a um dos vossos soldados para empreender o que não seríeis capaz de empreender. Se o vosso senso comum vos diz que uma empresa é perigosa demais para vos aventurardes nela, pensai que o mesmo perigo existe também para o soldado. Sabeis que a vida de um simples soldado é tão preciosa como a vossa.
Algumas vezes, pode acontecer que qualquer dos vossos homens deva ser exposto a um perigo que não podeis partilhar. Por exemplo, uma mensagem tem de ser levada através de uma zona varrida de fogo. Pedis voluntários. Se os vossos homens vos conhecem, e sabem que sois ‘direito’, nunca vos faltarão voluntários, pois eles saberão que pondes o vosso coração no trabalho, que dais ao vosso país o que tendes de melhor, que levaríeis vós mesmos a mensagem, se pudésseis. O vosso exemplo e entusiasmo os inspirarão.
E finalmente, se aspirais à liderança, urge que estudeis os vossos homens.
Procurai conhecê-los a fundo. Alguns homens são inteiramente diferentes do que parecem exteriormente.
Grande parte do êxito do General Robert E. Lee, como líder, pode ser atribuída à sua capacidade de psicólogo. Ele conhecia muitos dos seus oponentes, desde os dias de West Point; sabia como trabalhavam os seus cérebros; julgava que fariam certas coisas, sob determinadas circunstâncias. Em quase todos os casos podia prever os seus movimentos e impedir que os pusessem em prática.
Nesta guerra não podeis conhecer de igual maneira os vossos oponentes. Mas conheceis os vossos homens. Podeis estudar cada um deles a ponto de determinar onde é que estão a sua força e a sua fraqueza; qual o homem que merece confiança até ao último momento, e qual o que não inspira confiança.”
“Conhecei os vossos homens, conhecei a vossa profissão, conhecei a vós mesmos!"

quinta-feira, 7 de março de 2013

11 Conceitos simples para se tornar um líder melhor

Ser simpático irá ajudá-lo em seu trabalho, negócios, relacionamentos e vida. Entrevistei dezenas de líderes empresariais de sucesso para o meu último livro , para determinar o que os fez tão simpáticos e suas empresas tão bem sucedidas. Todos os conceitos são simples e, no entanto, talvez devido a receitas ou panos de fundo, muitas vezes se perdem de vista as coisas simples - coisas que não só nos tornam humanos, mas que podem realmente nos ajudar a se tornar mais bem sucedido. Abaixo estão os 11 princípios mais importantes para se integrar e se tornar um líder melhor:

1. Escutar
"Quando as pessoas falam, ouça completamente. A maioria  das pessoas nunca escutam." - Ernest Hemingway
Ouvir é a base de qualquer bom relacionamento. Grandes líderes ouvem o que seus clientes e potenciais clientes querem e precisam, e eles escutam os desafios que os clientes enfrentam.Eles ouvem colegas e estão abertos a novas ideias. Eles escutam os acionistas, investidores e concorrentes. Aqui está o porquê o melhor CEO é aquele que ouve mais.
2. Storytelling
"Contar histórias é a mais poderosa forma de colocar as ideias para o mundo de hoje." - Robert McAfee Brown
Depois de ouvir, os líderes precisam contar grandes histórias, a fim de vender seus produtos, mas, mais importante, a fim de vender suas ideias. Contar histórias é o que cativa as pessoas e as leva a tomar medidas. Você deve contar histórias com alguma perspectiva durante o almoço, numa sala de reuniões cheia de pessoas, ou para milhares de pessoas através em um vídeo online - clientes vitórias contação de histórias .
3. Autenticidade
"Eu não tinha ideia de que ser o meu eu autêntico poderia me fazer tão rico como eu me tornei. Se eu tivesse, eu teria feito isso muito antes." - Oprah Winfrey
Grandes líderes são quem dizem que são, e eles têm integridade além de comparação.Vulnerabilidade e humildade são características do líder autêntico, além de criar uma energia positiva e atraente. Clientes, funcionários e mídia todos queremos ajudar uma pessoa autêntica para que ela tenha sucesso. Costumava haver uma divisão entre um self público e self privado, mas a internet social turvou esta linha. Os líderes de amanhã são transparentes porque eles estão on-line, fundindo suas vidas pessoais e profissionais juntas.
4. Transparência
"Como um pequeno empresário, você não tem maior influência do que a verdade." - John Whittier
Não há lugar para se esconder mais, e empresários que tentam manter segredos estarão eventualmente expostos. Abertura e honestidade leva os funcionários, clientes e colegas a estarem mais felizes. A transparência é a característica mais importante para um líder e torna muito mais fácil dormir à noite - um líder é mais produtivo e mais feliz quando está despreocupado sobre o que disse a quem.
5. Equipar para jogar
"Indivíduos jogam o jogo, mas as equipes vencem as probabilidades." Palavras de SEAL Team
Não importa quão pequena seja sua organização, você interagirá com os outros todos os dias. Permitir que os outros brilhem, incentivando ideias inovadoras, praticando humildade e seguindo regras para o trabalho em equipes irá ajudá-lo a se tornar um líder mais simpático.Você vai precisar de uma cultura de sucesso dentro de sua organização, que inclui um pensamento out-of-the-box (fora da caixa).
6. Capacidade de resposta
"A vida é 10% o que acontece com você e 90% como você reage a isso." - Charles Swindoll
Os melhores líderes são sensíveis aos seus clientes, funcionários, investidores e prospects. Todas as partes interessadas, hoje, são um potencial viral, para melhor ou para pior, e o líder vencedor é aquele que reconhece isso e insiste em uma cultura de receptividade. Se a comunicação é e-mail, correio de voz, uma nota ou tweeter, mostre respondendo como você se importa com o que dizem seus clientes e colegas, o que lhes permite ter um impacto positivo na organização.
7. Adaptabilidade
"Quando você terminar de alterar, você terá acabado." - Ben Franklin
Nunca houve um mercado mais rápido de mudança do que o que vivemos hoje. Os líderes devem ser flexíveis na gestão de oportunidades e desafios de mudança e ágeis o suficiente para rodar no momento certo. Teimosia não é mais desejável para a maioria das organizações. Em vez disso, humildade e vontade de adaptar marcam um grande líder.
8. Paixão
"A única maneira de fazer um excelente trabalho é amar o trabalho que você faz." - Steve Jobs
Aqueles que amam o que fazem não tem que trabalhar um dia em suas vidas. Pessoas que são capazes de trazer paixão para o seu negócio tem uma vantagem notável, visto que a paixão é contagiosa para os clientes e colegas. Encontrar e aumentar a sua paixão com certeza vai afetar a sua linha de fundo.
9. Surpresa e alegria
"Um verdadeiro líder mantém sempre um elemento de surpresa na manga, que os outros não podem compreender, mas que mantém o seu público animado e sem fôlego." - Charles de Gaulle
A maioria das pessoas gostam de surpresas em seu dia-a-dia. Líderes simpáticos não prometem muito e entregam mais do que o esperado, assegurando que os clientes e funcionários sejam surpreendidos de forma positiva. Há uma infinidade de maneiras de surpreender sem gastar dinheiro extra - um sorriso, todos nós gostamos de ser feliz - surpresa e criação de oportunidades incríveis no marketing boca-a-boca .
10. Simplicidade
"Menos não é mais, apenas o suficiente é mais." - Milton Glaser
O mundo está mais complexo do que nunca, e ainda que os clientes muitas vezes respondam, a simplicidade é o melhor - em formato, design e função. Tomando projetos complexos, desafios e ideias e decompondo-os em seus componentes mais simples permite que os clientes, funcionários e outros interessados ​​entendam melhor e comprem sua visão. Nós, humanos, todos ansiamos simplicidade, e assim o líder de hoje deve estar focado e entregar simplicidade.
11. Gratidão
"Eu afirmo que são graças a mais elevada forma de pensamento, e que a gratidão é felicidade dobrada por admiração." - Gilbert Chesterton
Os líderes são sempre simpáticos e gratos pelasàs pessoas que contribuem para as suas oportunidades e sucesso. Ser grato e agradecer a mentores, clientes, colegas e outras pessoas interessadas mantém líderes humildes, apreciados e bem recebidos. Ele também faz você se sentir bem! Donor's Choose estudou o valor de uma nota de agradecimento escrita à mão, e realmente encontrou doadores foram 38% mais propensos a dar uma 2ª chance se eles recebem uma nota escrita à mão!
A Regra de Ouro: acima de tudo, trate os outros como você gostaria de ser tratado
Mostrando aos outros a mesma cortesia que você espera deles, você vai ganhar mais respeito dos colegas de trabalho, clientes e parceiros de negócios. Manter os outros em alta demonstra a simpatia da sua empresa e motiva os outros a trabalhar com você. Isso parece tão simples, como muitos desses princípios - e ainda muitas pessoas, muito preocupadas em fazer dinheiro ou consegui-lo, realmente não adotam estes conceitos-chave.
Qual desses princípios são mais importantes para você - o que o faz simpático?
O autor deste artigo, Dave Kerpen, do New York Times, é autor de dois livros best-seller ,Likeable Social Media e Likeable Business .